17 de dez de 2010

Para pessoas extremamente preocupadas com o sucesso dos outros


Pelo que fui avisada, estão descendo a lenha em minha pessoa. Creio que por que eu escrevo algumas coisas no meu blog, ,talvez por que às vezes eu tenha atitudes contraditórias em alguns aspectos. Por isso é que escrevi há dois textos atrás algo que fala sobre mudanças de hábito, no texto "Bombril". Este texto fala de mim mesma. Por que tem alguns defeitos que me incomodam, mas quando abrangem mais do que devem, aí a coisa fica ruim. É preciso mudar, corrigir e bem depressa. Se alguém aí, ainda estiver em total desagrado, pode atirar uns pedregulhos, é bom pra acordar mesmo.

Acho importante as manifestações de desagrado. Às vezes, nem sabemos que estamos sendo alvo de críticas mais fortes, considero isso natural, sendo que a maior causa dos problemas de todos os tipos de relacionamento vem da falta de comunicação ou do seu uso covarde...ainda prefiro que falem! E obrigada pela lembrança!

Não vou escrever tudo de novo e dizer que tem coisas que outras pessoas fazem que é necessário muita tolerância também, que estas mesmas pessoas falam de boca muito cheia e sequer limpam o lambuzo da própria...quem sabe cada um limpa sua boca? Estou cuidando da minha e não preciso do guardanapo de ninguém. 

O que eu escrevo não considero hipocrisia.
Tudo vem de experiência própria e como qualquer pessoa, pode ser que aconteçam alguns erros ainda, mas quem me conhece melhor acho que não me vê como uma pessoa abominável como alguns (quem?) tentam pregar. E deixo bem claro que não é por que eu escrevo que vou mostrar os dentes o tempo todo pra todo mundo.
Sou adulta, sei o que é certo, e como professora meu dever é fazer boas recomendações, sim, pois minhas alunas tem que ser muito melhores do que eu. Mesmo que eu ainda não seja o melhor de todos os exemplos, não vou desistir do que faço ou digo por causa de gente que infelizmente não consegue chegar a lugar algum, ou tenta chegar através da depreciação dos outros.

Por isso, irmã, não vou escrever por aí cantando aos quatro ventos que acho certas pessoas deploráveis, que jamais deveriam fazer o trabalho que tentam fazer, que não sabem realizar seus projetos com êxito, isso já deixou de ser um problema pra mim a partir do momento em que comecei a cuidar mais de mim e menos dos outros.
Siga seu caminho e tente fazer seu sucesso através do seu esforço próprio, do seu foco, é mais bonito.

Eu também fiquei chateada com muitas coisas que eu achei que não devia acontecer, mas não lembro de ter feito nada parecido com você. Coisas que quando reivindiquei, foi diretamente, não para os outros, e sequer obtive resposta sua, flor.

Ah! E sobre os termos pelos quais me entitulam,  não peço pra ninguém fazer isso pra mim, isso acontece naturalmente. Não me acho outra pessoa, não. Sou muito eu! Cada momento absorvo alguma referência de estudo, mas não se preocupe com meu personagem na dança, faz parte da eterna construção.

Espero que um dia alguém ache você o máximo, se for você mesma a se achar, é melhor ainda, pois aí talvez não sobre espaço nem tempo para achar defeitos nos outros.

Um grande beijo!

12 de dez de 2010

O show Masala

Gostaria de abrir aqui todas as minhas reflexões e gratidões acerca do que foi trabalhado através deste show, todas que participaram, todas as percepções colhidas ao longo desta experiência, que já foi maravilhosa por ter dado tão certo, creio que o universo vai nos dar um bônus depois de tanta coisa que passamos juntas!!! Quem assistiu, espero que tenha visto o melhor que todas puderam dar, + o que restou de mim, o que foi mostrado ilustrou o tamanho de nosso coração, nossa vontade de compartilhar e a esperança de continuidade nessa intenção.
Foi minha primeira direção artística de um grupo maior, posso dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida, o resultado foi muito gratificante. Minhas alunas são um presente, a dedicação e a fé que tiveram foi o que fez toda a diferença, com certeza. Em pouco tempo, contamos nossa história, realizamos um grande ritual que pôde ser visto, ouvido e sentido. Cada uma cumpriu seu papel brilhantemente.Valeu!!!
De coração, quero agradecer às minhas eternas colegas e irmãs, Bruna Maria Gomes e Fernanda Zahira Razi  Araújo Gonçalves (rsrsrs, nunca sei como montar o nome dela, confesso que essa coisa de nome artístico me enlouquece), tenho maior orgulho de trabalhar com essas malucas e minha admiração pelo talento delas cresce a cada dia. Durante estes dois anos de convívio semanal aprendi a conhecer cada jeito, cada expressão, suas sensibilidades, seus pontos fortes, gostos e preferências, assim como também seus desgostos, seus medos e dificuldades. Isso tornou nossa experiência um aprendizado riquíssimo e ultrapassamos qualquer barreira de relacionamento e acima de tudo o que ficou, independente de qualquer coisa, foi nossa amizade e a certeza de que o melhor que fizemos foi unir nossas forças na luta por uma arte mais decente, respeitada, criativa, sem competições e intrigas. como diria nossa querida Samantha (figuraça!) por sermos tão diferentes é que nos complementamos!!!
A pergunta que fica: por que tanta segregação, quando o que dá certo é a união? Por que não mais grupos felizes também?
Bom, uma dica antes de defender qualquer hipótese de união a qualquer preço, para que isso aconteça com menos risco de dissoluções ou atritos, é muito importante que se ponha em prática, mesmo em outras profissões, as seguintes atitudes:
1. Diplomacia.
Não é ser uma lady o tempo todo, ou engolir sapo, ou sair esbravejando qualquer problema. Tem alguma coisa que está incomodando? Não reclame para outra pessoa. Pelo menos não antes de tentar resolver com quem precisa, diretamente. E falar direito, com educação, objetividade, sem interferências emocionais.

2. Saber receber críticas
E cabe então a quem é dirigida a reclamação, pensar, avaliar, justificar e tentar resolver, antes de sair na defensiva e acusando outros culpados. Assuma sua fraqueza, peça ajuda, aceite sugestões.

3.Não ser dura demais consigo mesma
Ser perfeccionista é uma coisa, ser dura é não permitir que no seu trabalho possa existir um pouco de loucura absurda, distração, risada, sarcasmo ou romantismo...Ser dura é insistir demais quando a coisa não rende e não perceber que a criatividade tem seu auge e seu estímulo...é querer criar sem uma inspiração! Ou então, não se permitir criar, sei lá por que latas dágua. Como assim não criar, Bru? Isso acontece?Rsrsrsr

4.Aprender com as pessoas
Isso é uma grande prova de humildade e respeito. O mais legal na convivência é perceber o quanto da gente se incorpora nas pessoas, e como o jeitinho delas começa a interferir no nosso. É gostoso ver que captei um pouquinho da gentileza e da alegria da Fê, a falinha mansa e as idéias subversivas ou bem colocadas da Bru, e depois ver nelas minha coragem de ser ranzinza ou minha bestialidade. Tudo se troca, oras!

5. Tudo tem limite
Reconhecer os objetivos sem abrir maiores excessões nos impulsiona a alcançá-los num caminho mais correto, maduro. Ou seja: quando dá, ótimo, quando não dá, paciência, negamos mesmo. Através de bons argumentos, conseguimos manter a maioria das coisas em ordem. Temos que saber dizer e ouvir o NÃO. O caminho da fragilidade não será seguido, mas sim o do esforço. Como profissionais estabelecemos algumas regras que não devem ser quebradas, apenas adaptadas conforme a situação. Isso é importante para trabalhar com grupos maiores.

Esse foi nosso maior aprendizado. Com o show, pudemos aprender rapidamente mais algumas coisas importantíssimas, que tem a ver com atitude, organização, divisão de tarefas, exigências profissionais e liderança de grupos. Acho que para o próximo estaremos ainda mais preparadas, sem ilusões quanto aos desafios e com a confiança que ganhamos através de todas as meninas e convidados!

Obrigada, meninas! Vocês são tudo!!!

Abaixo, algumas das melhores fotos, tiradas pelo Luís, valeu amigão!






Bom bril

Atrasos em todos os aspectos, milhares de coisas pra fazer, nada se justifica abraçar o mundo e não dar conta. Culpa exclusiva. Após algumas lesões, tudo se ajeita, as coisas terminam bem, de forma geral.
Preciso colocar na minha cabeça geminiana que um ser humano não se compõe do mesmo slogan de um bombril: você pode ter mil e uma utilidades, mas cada uma a seu tempo. Mesmo por que, até onde eu sei, as mil e uma utilidades deste produtos estão um tanto restritas ao elemento "alumínio". Tem outras mais, mas tudo depende da potencialidade criativa da peça que está por trás, rsrsrs...
Bom, esta é minha forma de solicitar perdão público e abrangente. Espero que tal atitude venha a ser aceita, mas deixo claro que estou bem consciente de todas as falhas e compreendo perfeitamente qualquer rejeição.
 Como eu me cobro muito, também vejo todos os pequenos desagrados e defeitos de todas as pessoas com quem convivo, me conformando gradativamente com a condição de "não intereferente ativa": assistir sem poder tranformar, quando se quer meter o bedelho, também é uma virtude. Isso cansa um bocado, psicologicamente. Minha vida é feita de exercícios corporais, mentais e espirituais de alto impacto, mas que garantem a aceitação mútua dentro daquilo que chamo de relações humanas e pessoais. Compreensão e gratidão estão em primeiro lugar sempre.
Creio que por isso a mágica acontece. A fé indiscutível e inabalável, a confiança que tenho na vida me carregam pelo caminho no qual algumas vezes, me faltam as pernas, o equilíbrio, o tempo.
A vida toda é uma dança. A única diferença entre nós talvez seja a forma que manifestamos isso no universo.
Coreografada ou improvisada, a dança, como o domínio que temos sobre nossas coisas, nossas atividades, nossa rede, a teia da vida, nunca depende apenas de nós. Por mais que se faça, se queira, se saiba; quando a música falha, quando dá o branco, quando o carro pára, quando falta alguém, ou o telefone não liga, o que vai funcionar naquele momento? Justificativa pouco ajuda. A preparação que temos nos bastidores ainda é o porto mais seguro.
E quando ela não houver, bem...aprende-se ou perde-se tudo. Tudo tem sua razão de ser. Nada é por acaso. Mas olhar para trás é o maior recurso que dispomos para escolher o melhor caminho, nosso olhar sobre o mundo decide nossa permanência em determinados estados de burrice. E a capacidade de adaptação nos mantém em harmonia.

Céu de cereja

Fiquei encantada com o céu de ontem, no final da tarde. Queria que todos tivessem visto como tal imagem é esplendorosa e abençoada. Me emociona tal beleza, me distancia da pequenez de nossos problemas. Não se trata de displicência, de negligência, de fuga. É a simples verdade que grita por nossa reverência diante da obra da qual fazemos parte e que, mesmo sem entender como, de onde ou por quê, deveríamos agradecer e contemplar por alguns minutos. Não somos nós que perdemos tempo olhando, é a natureza que nos oferece minutos de seu amor, e que por tantas outras funções mesquinhas diante disso, perdemos.
Obrigada, Mãe.

13 de out de 2010

Oficina de Maquiagem Tribal e Ensaio Grupo Ritualístico

Oficina aberta de maquiagem tribal no Meme (Centro de Educação do Movimento), das 10 ao meio dia. Corre que dá! É neste sábado dia 16 de outubro.


O endereço é Lopo Gonçalves, 176, Cidade Baixa, Porto Alegre.
Fones: 84983868 (o meu) e 30192595 (Meme)


A inscrição antecipada de R$ 20,00 deve ser feita por depósito no Banco Itaú, agencia 0592, conta 44571-2/500 em nome de Daiane Ribeiro. 

Sugestão de itens necessários ao dia 16/10:

  • Batom diversas cores
  • Gloss
  • Rímel preto
  • Delineador preto
  • Lápis kajal preto ou marrom
  • Lápis de boca
  • Lápis de olho de boa qualidade
  • Pó compacto dois tons
  • Base dois tons
  • Blush
  • Sombras variadas, opacas ou não
  • Asa de borboleta cores variadas
  • Corretivo
  • Demaquilante
  • Glitter finíssimo
Obs: Claro que não precisa ser tudo isso, mas o que tiver e puder levar para compartilhar, tudo será aproveitado. Trabalharei técnicas importantes à maquiagem de palco. Teremos à disposição algumas sombras, batons, gloss. Importante trazer pelo menos uma base no tom da sua pele, um pó compacto, um delineador e um lápis bom. Com estas duas oportunidades poderemos trocar experiências, fazer novas amizades e dar aquela alavancada na nossa produção. Como bailarinas temos que aprender a fazer no mínimo, nossa própria maquiagem, favorecendo a concentração de todas no camarim, na ocasião do show.

Faremos das 10 ao meio dia a oficina de maquiagem. Haverá intervalo de uma hora para almoço ou para quem quiser aproveitar um tempinho pra acertar dúvidas e pegar dicas sobre figurino. Voltamos às 13h para o local e  iniciamos os ensaios. 
As meninas que não forem alunas ou não farão coreografia estarão liberadas após o meio dia. 


Queridas Alunas!!

LER COM ATENÇÃO:
O valor será reajustado conforme a necessidade para a locação. Para um valor mínimo precisamos de 8 presenças. Nesta do dia 9, vieram cinco meninas, então somaremos o valor excedente na partilha do dia 16. A locação é responsabilidade do grupo todo, se não nos ajudarmos, fica muito pesado e não teremos espaço adequado para ensaiar com nosso grupo que é grande, então não há como apresentar. Conto com a colaboração de todas!


Alunas que estão escaladas para a coreografia tem nesta data, presença imprescindível, pelo menos para o ensaio das 13h. As faltas serão contabilizadas. Necessito neste dia também, da confirmação de quem poderá ir para Caxias. Estarei com os orçamentos prontos, do transporte e da inscrição, valores que devo acertar até o dia 25 de outubro.

Haverá mais um ensaio que marcaremos em um domingo, geral e obrigatório com TODAS AS INTEGRANTES dia 24 de outubro, repetindo a oficina de figurino para quem faltou.
Estarei ausente durante a segunda semana de novembro e desde já peço que se organizem para mais um ensaio geral no domingo do dia 14, que será o último domingo antes da viagem para Caxias: marquem em suas agendas.
 

Espero por vocês para esta troca maravilhosa! Grande beijo!

10 de ago de 2010

Work da bellydancer Michele Trentin (Rakaça - Caxias do sul)

Este work foi pensado com muito carinho, tanto nas bailarinas que irão participar quanto em nossa querida teacher: Michele Trentin não só é um exemplo de bailarina, de coreógrafa, de professora: é uma pessoa de muita classe. Sabe aquela moça que a gente vê quando é pequenininha e diz que quando crescer quer ser igual? É ela, pode ter certeza. Uma pessoa linda, simpática, alto astral, mulherão e moleca ao mesmo tempo! 
A Michele foi uma das primeiras bailarinas gaúchas a desbravar o oriente nesta profissão. Ela tem muita experiência, já viajou diversas vezes e sempre foi vista com muito respeito e admiração. Ela busca a verdade como nós, a dança que é intrínseca ao povo, genuína, sem devaneios circenses frutos de uma avalanche mercadológica e competitiva.
Não é possível compará-la com a maioria que hoje em dia faz carreira internacional, sem preparo e sem respeito pela cultura que divulga. A Mi foi, mas volta sempre a mesma, tratando todos com o maior carinho, com uma dança madura e estilo próprio, dançando o báladi como ele merece. Por que estilo não quer dizer ficar rodopiando a cabeça à la doidée.

Neste trabalho, trago a Michele a você como retribuição ao work que fiz este ano na Rakaça, sua escola, onde fui bem recebida demais. Também dando continuidade a esse intercâmbio, que tem como intenção trazer grandes bailarinas à cada cidade, por um valor mais acessível do que o valor comum, para compartilhar mais conhecimento com o máximo de pessoas. Ela vai falar sobre a dança Khaleege, que para nós ainda é um ponto de interrogação. Poderemos apreciar melhor esta dança conhecendo mais seu significado folclórico! A dança Beduína é muito legal e o Saidi, uma delícia.
Por isso, venha prestigiar e conhecer a pessoa maravilhosa que é a Mi, aprendendo sobre a dança através de uma  fonte confiável e autêntica.

Se você é bailarina profissional, tem alunas dispostas a fazer alguns dos cursos, mora no sul ou em SC e tem algum conteúdo bacana pra compartilhar, se quer viajar também e pode facilitar os valores, fale com a gente. O Intercâbio quer ajudar a divulgar e movimentar os bons trabalhos que temos aqui no estado! A divulgação é gratuita e a única coisa que pedimos é: participe sempre que puder para manter fortalecida esta corrente de possibilidades! A união faz a força! A flexibilidade também! Beijos!!!
Email: intercambiodanca@gmail.com. 

slide

20 de jul de 2010

Festa do Masala! Finalmente!!!!

Convido à todas para nos juntarmos, no dia 25/07 (domingo) ás 17 horas em Porto Alegre, na rua Domingos Crescêncio número 185 no salão de festas, para confraternizarmos, trocar experiências e dançarmos juntas.
Peço que cada uma leve um prato de comida e bebida, para fazermos nosso tradicional "piquinicão", além disso, adoraríamos receber uma dança sua de presente para nós. O esqueminha do amigo secreto indígena também acontecerá, por tanto, para quem não conhece ainda, é necessário que se escolha algum objeto pessoal (aquele que a tempos está guardado, pois teve um valor sentimental em alguma fase da sua vida) para presentear alguém do grupo que será escolhido na hora. Trabalharemos nessa "brincadeira" o valor do desapego, além poder dar nova "vida" e reativar o valor daquele objeto.


Neste dia comemoramos:

25/07/2010 - Dia fora do tempo (segundo o calendário Maia)

"Ideal para encontros de grupos que exijam cooperação mútua. Período ideal para trocas de idéias e informações com amigos e grupos de afinidade. As pessoas se tornam mais extrovertidas e amistosas, desejando usufruir de seus direitos. Atividades novas, inconvencionais e controvertidas tendem a obter resultados benéficos. A liberdade é o foco principal."

"Os Maias consideram este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, liberar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo que foi recebido no período anterior em todos os aspectos. Agradecendo inclusive mesmo os momentos aparentemente ruins ou dramáticos, pois terão sido importantes aspectos de nosso aprendizado e evolução como seres humanos cuja essência é espiritual."

Então meninas, conforme previsto, está tudo de acordo com o nosso encontro. Aguardo você lá!
"Transforme esse momento em um dia fora-do-tempo."

Beijos,
Bruna Gomes, Daiane Ribeiro e Fernanda Gonçalves


13 de jul de 2010

Cusiosa sobre o flamenco?

Aproveite esta oportunidade para agregar elementos do flamenco em sua dança. Com  paseos, marcações e postura para utilizarmos no tribal e também na dança do ventre (sem sapateado). 
O trabalho com o flamenco pode trazer a força, a imposição e a acertividade dos braços para as raksas, que as vezes tem tanta dificuldade nos movimentos de braço e em posturas mais precisas.
Ao sentir o quanto podemos ser mais incisivas em nossa postura corporal, trazemos mais segurança e determinação também como artistas e repesentantes da dança oriental. O público que vê a bailarina dançar com consciência corporal, atitude, sentimento e segurança do que faz, percebe esta arte com sua devida grandeza.

Apenas sete vagas. Valor: R$ 70,00. 

16 de jun de 2010

Coletânea nova para todos os gostos

Estou colocando aqui minha nova coletânea para vocês me darem uma forcinha e divulgar esse produto das minhas imensas pesquisas, de horas intermináveis na internet vagando em busca de novas possibilidades sonoras. Gente, sei que muitas de vocês acham meio chato esse lance de comprar cd hoje em dia, sendo que tudo se baixa e tudo se ganha, mas fico realmente muito tempo me dedicando a estas pesquisas, tenho o maior carinho em elaborar cds, às vezes edito as músicas com qualidade profissional, selecionando as  mais maravilhosas que encontro, vocês não imaginam as bombas que aparecem também e depois de tanto tempo esperando baixar, só resta apertar o delete. Uma pena! Mas nem tudo é bom de ouvir e quando vendo os cdzinhos me sinto super recompensada e  estimulada a continuar buscando sempre o melhor pra nós. E não se preocupem que sempre vai ter música pra baixar aqui também, de grátis, com excessão das coletâneas, nas quais não há risco de ter coisas desagradáveis. De hoje em diante, todas as coletâneas estarão bem organizadas, em cds impressos e com capa, de bom gosto e qualidade profissional. Eu agarantio! Qualquer problema, também posso trocar ou arrumar, viu? Obrigada pela compreensão de todas! Beijos.


Coletânea novinha, últimas descobertas, R$ 15,00
alunas tem desconto!!!
Aqui tem algumas músicas usadas em aula e as dançadas no Lubnan também.

Leituras frutíferas



Agora, depois de paga a dívida sonora, quero novamente explicitar minha opinião sobre as leituras a que venho me dedicando. Quase no fim do Grandmother's, estou muito feliz com seus ensinamentos e percebo que o que temos a prender é realmente infinito, um caso sério. Imagino se um dia eu pudesse chegar na fonte destas informações, poder viajar para estes locais e encontrar estas pessoas com uma sabedoria tão diferente. Se eu pudesse compreender a lingua, viver estes costumes...por enquanto vou alimentando meus sonhos com experiências virtuais, literárias, oníricas, sonoras, cinestésicas...
O gostoso de tudo é que o universo conspira, através dos lugares, das pessoas que estão em contato comigo.Eu ainda custo a acreditar que o Grandmother´s é meu! Só Carlinha mesmo!
E antes mesmo de acabar de ler este, dei início a mais umas 50 páginas do "Mulheres que correm com os lobos", cedido pela querida Letícia Pacheco (que fez um trabalho maravilhoso e imperdível com a biodança e tive o prazer de participar). Confesso que é um pouco mais cansativo, extremamente detalhado, onde a autora, uma psicóloga junguiana, tenta revelar os detalhes de sua experiência como contadora de histórias, as quais utiliza como ferramenta de trabalho e segundo ela, alcançando sucesso em seus tratamentos.
São histórias bem diferentes, interessantes, que trazem uma analogia com os fatos da vida da mulher e toda sua psiquê. Muito bom pra que precisa dar um up de entendimento sobre si mesma, seus sentimentos e manifestações tolidos de alguma forma, relacionados à sociedade e a educação e que também acabaram se tornando um elemento de forte influência no seu feminino, inclusive sob a forma de inconsciente coletivo.
Acredito que este livro é uma bíblia de muitas verdades que se associam à nossa visão feminina e que tenta despertar através de vários pontos de vista onde nos enquadramos em cada história, por onde podemos linkar nossa realidade aos arquétipos.
Não é a primeira vez que me deparo com o termo "mulher selvagem" muito citado neste livro. Este termo é muito amplo em seu significado e designa principalmente a mulher sábia, consciente, forte, que conduz sua vida de acordo com sua essência, e a essência é algo muito pessoal e precioso.
No livro da Fawzia, que chega ao fim, aprendo coisas muito interessantes a cada página. Ele me reforça as crenças já existentes no poder curador da dança e me lembra de aspectos importantes sobre as partes do nosso corpo que tenho usado muito nas aulas.  Sem falar que me despertou algo nas mãos que antes eu não havia notado. O exercício que tenho feito com os pés teve um resultado impressionante. Acho que este livro é um tesouro muito valioso. Resolvi que vou fazer um trabalho todo baseado nele, será minha principal bibliografia, que junto a outras fontes, talvez mais tarde poderá resultar em um livro meu. Desde pequena eu sonho em escrever um livro! Quem sabe...beijos!

Experiência maqam

Oi, meninas! Nossa, estou devendo aquela viagem musical que anunciei que faríamos como uma pesquisa, estes dias tentei em vão colocar o cd todo de maqams escolhidos a dedo, mas não fui feliz, pois acabou ultrapassando minha cota de armazenamento virtual. Que saco. Então vou ter que passar para vocês os links, um por um, e assim como eu, vocês terão que ter um pouco de paciência para ir descendo os arquivos. Mas acreditem, vale muito a pena ter este tipo de som, tão refinado e importante para quem respeita esta cultura. E conto com a disponibilidade de vocês para me relatarem o que viram, o que sentiram, através deste primor sonoro. Daquele jeito: sem pressa de ser feliz. Beijos a todas e boa viagem! Fico no aguardo...

maqam husainy
maqam huzam
maqam nakriz
maqam rast
maqam nawahand
maqam kurd
khawatir andaluzia
músicas andaluz do Reda (usadas na aula)

28 de mai de 2010

Só para mocinhas

Tá bom. Sei que uma boa parte das pessoas que estão lendo este texto agora, não são de fato, mocinhas. Então, do alto dos seus intas ou entas, saiba que na verdade é a você mesmo a quem me dirijo agora.  Por que meu aniversário está chegando? Pode ser. Mas me dá uma vontade doida de falar muitas coisas nessa época, que me sinto a hibernar em mim, refletindo sobre a relação maravilhosa que existe entre a mulher e o tempo.
Sei que às vezes o corpo amadurece e vai sentindo uma gravidade relevante nas partes, aquele rosto ao acordar já não é mais o mesmo, as pílulas vão se tornando amigas cada vez mais íntimas, assim como as marcas de expressão (um bonito nome que deram pra ruga, né?). Pois estes dias o mari percebeu que estavam se formando linhas ao redor dos olhos acima das bochechas ainda rosadas, disse-me de forma sutil, como a me preparar para uma longa jornada onde a expressão se torna cada vez mais intrínseca, literalmente.
Achei uma observação muito interessante, pois ainda não havia me dado conta (e realmente é preciso enxergar bem para perceber ainda), mas de certa forma, em vez de começar a procurar apavorada pelos cabelos brancos também, resolvi contemplar minhas novas marcas da vida. A princípio pensei: bah, estava na hora, não dá pra ficar com essa cara de mocinha pro resto da vida. Me senti bem, uma sensação melhor ou mais interessante/reflexiva do que a menarca. Afinal, é uma nova fase, muito importante para reconhecer-se e encontrar-se no mundo ainda mais. E se nosso rosto abriga linhas, que sejam pelo excesso de sorrisos!
Tenho a nítida impressão que estou curtindo muito tudo isso, pelo menos por enquanto...
 Outra coisa que tenho pensado é que esse lance de envelhecer é estritamente corporal e o tempo passa mais rápido pra quem se preocupa demais. Todas as mulheres, principalmente quando mães, se vêem mais distantes da leveza da vida e da feminilidade, após um período de dedicação constante à casa, à família ou ao trabalho excessivamente. No fundo nós somos as mesmas meninas e ainda queremos sentir que a vida nem sempre é um fardo pesado e de fato, acho que as rugas e o tempo não são o que nos tiram isso.
Às vezes os nossos filhos podem ter uma idéia totalmente equivocada do que somos de verdade, em função do que passamos a eles. Como diz o mestre Russo: "você diz que seus pais são lhe entendem, mas você não entende seus pais: você julga seus pais por tudo, isso é absurdo! são crianças como você: é o que você vai ser quando você crescer..."
Fico encantada de ver meu marido comprando brinquedos para meus filhos: eu vejo o brilho dos olhos de um menino como se o tempo não tivesse feito a mínima diferença!


Outra coisa que tenho notado com minha idade é o quanto me aproximo de minha mãe a cada dia que passa, mesmo longe dela o dia todo eu penso o quanto está ficando bonita nossa relação: sempre divergimos em muitos aspectos, mas quando comecei a perceber o mundo dela mais perto do meu, nosso relação melhorou muito. Antes eu não conseguia lhe dizer nada de "sentimentalidades", como eu supunha ser os momentos mais carinhosos, não perdoava seus erros ou suas omissões...Fiquei surpresa comigo quando me deparei dizendo espontaneamente e fora de datas comemorativas um "eu te amo, mamãe"...quando de repente ela se cobriu de lágrimas e eu entendi que por muito tempo ela esperou que esse dia chegasse. E agradeço por ter tido tempo suficiente de manifestar isso...

Como não poderia deixar passar a bailarina, na dança, a maturidade não é mal vista. No oriente a mulher mais madura, quando dança, é respeitada e sua dança é recebida com reverência. Vejo a bailarina que amadurece com a dança desde cedo como uma felizarda. Veja Lulu, Carlla, Soraia, Shalimar...São orgulhos para nós, é já não são mais mocinhas. Mas o interessante é que quando dançam, conseguem trazer á tona a menina, que gosta de brincar com as amigas no fim de tarde e tomar sorvete no fim de semana. Sim, era assim antigamente, não tinha delivery, rsrsrs...e quando decidem seduzir, tem maturidade suficiente para conduzir o momento, a expressão... As meninas que me perdoem, mas é preciso se conhecer muito bem pra chegar no ponto certo. O frescor da adolescência vai para o barril de carvalho e se transforma no vinho mais precioso e apreciado...aguardem garotas, o tempo não pára!

11 de mai de 2010

Grandmothers secrets - a trajetória

Então, lembram quando eu comentei do livro num post anterior? Resgatei a leitura que andava de canto e pus em dia. Estou na metade do livro, que vem surpreendendo cada vez mais. Claro que tem algumns conteúdos de praxe sobre a dança, mas o enfoque que é dado sobre os mesmos, faz aumentar relativamente a credibilidade sobre as informações, até por que a maioria das coisas descritas foram vivenciais e embasadas em algum estudo mais profundo. 
Entramos na parte de música e trabalho corporal. A autora enfatiza os momentos de concentração e reflexão, as práticas solitárias que nos exigem interiorização, auto conhecimento, encontros com si mesma. Os movimentos básicos são descritos de forma a unificar a idéia do movimento corporal com a sensibilidade e a imaginação. Conectam a finalidade energética do movimento do movimento com sua técnica. Ela também explica que dentro de nós há o céu e a terra, nosso corpo representa em si próprio essa definição, sendo seu centro a conexão entre eles. Somos muito mais do que a imagem que enxergamos no espelho. A vida e a dádiva de ser mulher são acima de tudo reverenciados por todo milagre que representamos. Há um conceito muito interessante que atribui à energia masculina o sentido da visão, sendo também um dos mais poderosos e dominantes. Pois confiamos muito naquilo que vemos e não conseguimos ser imparciais, sem abrangir todo um contexto que se constitui de ferramentas sensoriais que dispomos e não damos a devida atenção. Somos muitas vezes impulsivas e superficiais, materiais e objetivas: essa é a energia masculina que nos envolve. Com esta definição, ela atribui nossa energia feminina ao sentido da audição, que é o primeiro a se desenvolver e o último a nos abandonar. Não escutamos mais nossa voz interior sem um preparo maior, sem aquele querer muito, nos dias de hoje. E a primeira forma de começar a ouvir nosso ritmo interno é fechando os olhos! Entramos no poder da música, que é capaz de melhorar nosso humor, estimular nossas atitudes, trazer momentos de profunda paz. Explica de forma muito eficiente a estrutura da música árabe, seus maqams e alguns exemplos de sentimentos em que são baseados numa composição. Tudo que eu queria saber. Pra quem ainda não teve a oportunidade de fazer uma aula com músicos como Sami Bordokan, explico que a teoria da música oriental é totalmente fundamentada na espiritualidade.  Experimentem o exercício proposto num post anterior e coloque seu relato. É muito importante para mim. Eu estou realizando uma pesquisa sobre os maqams, que colocarei no post a seguir. Acho que ninguém fez ainda, ou registrou de forma mais científica sobre o assunto, e gostaria de tirar algumas conclusões e apresentar em seguida para você. Como já foi dito, é preciso tempo. Esqueça um pouco a correria e mergulhe profundamente na experiência!  Conto com você!

10 de mai de 2010

Segunda Vermelha

Foi uma noite muito gostosa, agradável para todas que puderam presenciar e refaço o convite sobre os encontros femininos tomando este como exemplo: nestes momentos conseguimos debater assuntos outrora esquecidos ou tidos pela sociedade como sem grande importância. Compartilhamos nossas opiniões e experiências, entre mulheres de várias idades diferentes. resgatamos linhas de pensamento e agregamos novos conhecimentos neste contato mútuo. Buscamos nos observar ainda mais e refletir sobre nossos projetos futuros com mais clareza e entusiamo. Eu não vou contar pra você tudo que falamos, só posso adiantar que valeu muito a pena. A segunda vermelha é um evento que acontece todo ano, uma só vez (não perca o próximo!), mas se você quiser participar de outros momentos assim, sempre acontecem encontros toda semana. O da Lua Nova, por exemplo, será agora no dia 13 de maio. Pra você saber direitinho como é, tem que presenciar. As portas estão sempre abertas, o ano todo! Demorou, menina!

Mães


Agradeço pela possibilidade de participar ativamente da mágica da vida. Através de nossos filhos aprendemos muitas lições, aprendemos a educar, aprendemos a exigir, a  ceder, a contemplar. Ser mãe para mim é uma tarefa muito difícil. Talvez mais do que para a maioria. Mesmo assim, não deixa de ser um sentimento único, um sentimento de verdadeiro amor que nunca acaba, não há amor que se compare ao de mãe e filho e também não há dor maior quando um deles se perde.
Obrigada às mães que me adotaram através de sua escolha, me dando a oportunidade de ensiná-las um pouquinho daquilo que é fundamental na minha vida: a dança, outra grande mãe acolhedora e sábia.
Um grande abraço a todas que me acolheram na minha trajetória, através do seu amor, sua paciência e generosidade.

3 de mai de 2010

Convite para viagem sonora parte I - venha com tempo

Ok, antes de qualquer coisa que eu venha a esclarecer, feche os olhos. Ops, primeiro, acenda um incenso de cardamomo, clique aqui e receba este presente em seus ouvidos, mais tarde conversamos. Agora feche os olhos, e respire. É a primeira parada de uma longa viagem. Beijo!

Resgate da tribo


Falando virtualmente com uma amiga chamada Valquíria, perguntei sobre o que poderia escrever hoje neste blog. Só faltava a inspiração. Então surgiu-lhe a idéia de falar sobre o figurino da dança tribal.
A dança tribal nos chama muito a atenção com sua esquisitice bonita. E não é? Quando a gente dança com aquele monte de badulaque, aquela saia pesada e uns desenhos no rosto, tudo que a gente quer é que este momento dure pra sempre. Por quê? Será petulância nossa ou um instinto natural e saudosista (por que não? Adoro esta palavra). Como acredito que nada seja por acaso, lá vou eu em busca de algumas respostas para meu cérebro Jimmy Neutron da dança. 
A questão é que ainda não é possível andar tranqüilamente nas ruas da cidade com tal figurino sem um certo desconforto.  Como já passei pela experiência de andar paramentada por aí à luz do dia, é gostoso sentir a curiosidade alheia em volta, mesmo tímida. Apesar da estranheza, não serei hipócrita em admitir que eu acho o máximo esse povo doido e cheio de coragem que assume o que gosta e mostra a que veio. No caso da dança, temos um "veículo justificador" rsrsr, para nos permitirmos tal ataque de bravura.
Muito mais natural do que este pensamento, são as pessoas que se trajam dia e noite de tal maneira (inveja boa!) pelo simples fato de estarem no lugar certo e na hora certa para isso: os aldeões orientais. Muitos ainda mantém suas características primitivas e ainda hoje se deduz que existem muitas tribos ainda não descobertas pelos estudiosos. A tradição destes povos são sua maior riqueza.

Eis acima algumas fotos de alguns sites interessantes que pesquisei, para encontrar imagens de tribos e seus trajes cerimoniais e de rotina. Entre elas destacam-se figuras dos povos turcos, marroquinos e indianos.Os adereços e panos coloridos são bem característicos. Mas tudo que encontrei foi um tanto lúdico.
Tentei pesquisar durante a madrugada em todos os sites possíveis sobre etnografia, antropologia e tribal dance pra ver se encontrava simultaneamente alguma informação de fundamento ou alguma história interessante acerca da utilização de tais costumes mas não encontrei nada que satisfizesse minhas dúvidas. O que me veio após ter lido alguns livros sobre o tema, como os da Lucy Penna, Eric Fromm, Rosemarie Muraro, foi que é sempre necessário abster-se da figura urbana que temos hoje para alcançar um mínimo de entendimento sobre estas culturas primitivas e pensar mais dentro. Ou seja: esqueça o conforto e abrace o funcional, o orgânico e o fundamental para a sobrevivência de um grupo em condições bem mais simplórias, tentando compreender de verdade quem você representa nesta teia da vida. Depois volte e sinta o quanto ainda temos intrínseco, mesmo sob nossa condição atual, a necessidade de alguns hábitos que, por hipocrisia e adaptação, tivemos que camuflar. Por exemplo: a lei do" menos é mais". Visto de forma muito chique. Essa foi uma adaptação mega contemporânea em relação aos adereços e ao brilho. 
Aliás, vocês perceberam que há esta absurda diferença nas confecções do tribal, que é a utilização do que chamamos de cacarecos, mas que normalmente são peças adquiridas com o maior apreço quando compradas, o valor é muito mais sentimental do que financeiro. O resto são reciclagens, búzios, contas soltas, restos de lã, couro, madeira, semente, feitos por nós e com muito escambo...tudo de bom!!! 
Nas tribos o adereço tem uma representação, um simbolismo relacionado diretamente com sua função, ou sua tradição, ou sua família. ele precisa ser usado como forma de identificação das comunidades e nem sempre essa forma é delicada ou esteticamente aceita em nosso conceito de plasticidade.
A competição é um aspecto estimulado de forma saudável, ela cria a expectativa quanto à eficiência de cada função, seja ela a de trabalhar, caçar, cantar, dançar, cozinhar ou procriar. Para o melhor guerreiro, cria-se uma veste, um acessório ou um amuleto que o identifica socialmente. Para a melhor bailarina, os acessórios mais caros e mais trabalhados, ou uma determinada cor. Um determinado desenho em seu corpo. O interessante é que todas estas designações requerem ritos de consagração ou aval de um conselho, onde o título é conquistado por mérito real, ou seja: não há auto-intitulação. O povo elege e reconhece o dom, atribuindo-o naturalmente ou realizando o ritual necessário à comprovação da capacidade à ele atribuída. A inveja também acontece naturalmente, não é escondida: os sentimentos negativos não são mascarados, somente assim podem ser trabalhados, em seu aspecto consciente.
As vestes coloridas normalmente simbolizam as forças da natureza, os deuses, as cerimônias e tem função principalmente no trabalho espiritual. Tudo é feito artesanalmente e tratado com valor, pois a energia do tempo e da vida da pessoa que confecciona fica impregnada em cada conta, em cada batida de martelo, em cada nó da linha ou trança. Tudo é tratado sem desperdício, pois o material é obtido sempre com algum sacrifício, seja o couro de algum animal, a resina de alguma planta ou a moenda de algum mineral.

Todo nascimento é festivo, toda chegada é celebrada e tudo é motivo para compartilhar.
 A sabedoria dos anciões é reverenciada e mantém a tradição do grupo através do respeito.
Tá achando que tudo são flores? Claro que não, li sobre certos rituais um tanto constrangedores às nossas leis. O legal do lance é que existe uma tradição que se mantém inabalada e perpetua o modo de vida do povo.
Nossa cultura atual nos impõe limtes a todo momento e dita as ordens estéticas e sociais sem o mesmo embasamento. O desespero acaba se tornando um propulsor na luta pelo material e pela ostentação, a depressão é o resultado da busca desenfreada de aceitação, em função da queda de muitos valores essenciais á vida simples e alegre. O corpo e a mente não se acertam pois se julgam separados, a grana compra o corpo dos sonhos, a saúde é vendida em frascos e a família unida é vista na propaganda do Zaffari ou da Doriana. Olhando para trás e analisando as sociedades primitivas, nos comparamos muitas vezes como sendo indiscutivelmente evoluídos. Então se um dia acontece de faltar energia elétrica em nossa casa, falha no abastecimento de água ou porventura somos vitimizados por alguma catástrofe maior, o que vamos sentir em primeiro plano é que não temos de fato, controle sobre tudo. E rapidamente voltamos retirar leite da pedra, percebendo que a coisa mais fundamental nesta vida é o apoio que podemos ter da nossa família, da nossa vizinhança, da nossa grande tribo, que apesar de urbana, não perderá nunca, perante o desespero, a capacidade de cooperação. Nesses momentos, o dinheiro é necessário, mas o foco, com certeza, se volta para nossas atitudes que independem dele. 
Continuamos, no fundo, sendo uma grande tribo. Um pouco perdida no barulho da cidade.
O que eu proponho de resgate através da dança tribal é muito mais que o gesto por si só. Trazer a força e a energia para vivificar esse gesto e associá-lo à própria experiência é um trabalho que exige muito de um aquietar-se, conscientizar-se que o pensamento relaxa, flui como a água. O corpo precisa de disciplina, conversação, como a criança ao ser alfabetizada. O trabalho artesanal com os figurinos é mais um grande ritual, sozinha ou em grupo, onde precisamos nos desprender de tal forma, que ao nos concentrarmos na costura, acessamos a mesma energia que as mulheres das tribos mais primitivas. Viajamos no passado e no futuro atuando e respirando o momento presente. E a música...Ah, a música!!!
Certamente vou falar sobre ela no próximo post, outra looonga história...prepare um tempinho pra gente confabular denovo, vamos viajar juntas na magia dos sons...Obrigada amiga, até mais!

23 de abr de 2010

Segunda Vermelha


Oi, pessoal! Faço um convite a todas as que queiram participar de um evento que seja totalmente direcionado às mulheres, onde poderemos debater vários assuntos ligados ao feminino. Além de aproveitar para conhecer o trabalho da  Ana Paula Andrade, em um ambiente gostoso e acolhedor, e estender seu círculo de amizade, vamos poder falar um pouquinho da dança do ventre e tribal. Vou explicar como funciona este trabalho com danças, qual a intenção e a diferença entre elas, por que é importante a mulher experimentar uma arte que a dignifica e acrescenta muito em seu conceito, cultura e qualidade de vida. Haverá uma apresentação destas danças e distribuição de material informativo sobre as aulas que acontecerão às quintas e sábados. 
Para a realização deste evento, solicitamos sua colaboração em forma de um lanche veg para ser compartilhado no final. Contaremos também com sua livre e espontânea contribuição, que servirá para aquisição dos espelhos para o espaço.
Traga suas amigas e venha desfrutar de uma noite agradável e repleta de boas energias!

1 de abr de 2010

Acertando em cheio

Saudosismo lingüístico


Fiquei surpresa hoje ao abrir meu orkut e ver escrito um depoimento da minha querida Catuxi com versos do Fernando Pessoa, antiiiiigo que todo mundo já conhece, mas impressionante  a veracidade das palavras relacionadas ao meu momento balzaquiano. Nessas pitadas de momento é que vamos, de fato, perceber o quanto a escola é importante para termos contato com estas palavras, que depois de tantos anos, irão nos levar a um mergulho interior, ilustrando perfeitamente nossa percepção da vida. Ei-lo:

"Tudo vale a pena,
se a alma não é pequena.
Quem quiser passar além do Bojador,
tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
mas nele é que espelhou o céu."

"(...) O triunfo pertence a quem mais se atreve,
e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade
e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles
que têm coragem de sonhar
e correr o risco de viver seus sonhos."

Lendo isso me inspirei e me deu vontade de fazer aquele exercício gostoso de interpretação de texto, no qual a profe pedia pra gente escrever sobre cada frase, a nossa versão própria. Sim, a escola era boa e eu era cdf.

Sou uma desgraçada em atrevimento. Um verdadeiro caminhão, mas no bom sentido. Não deixo passar nada em que o medo tente vencer, não aceito a derrota enquanto existir uma parte de mim viva. E o meu sonho não morre com o fim da vida, enquanto há energia, há perseverança.  Não existe problema que vença a coragem de não se render. A vida não é um presente do 1,99. Ainda assim, tem muita coisa boa lá! Afinal quem vive sem um coador?  
A última estrofe, então, caiu como uma luva. Dei um pequeno sermão para minha filha ontem, falando da m. que vai ser a vida se ela não se comprometer com pelo menos uma responsabilidade: a escola. E meu argumento é simples: a vida. Pois a escola ainda é uma grande oportunidade de tornar-se, mesmo não sendo ainda. A família é o alicerce, mas a escola são as vigas. O rumo da construção é nosso. Viu, Pâmela?

Beijos!!!


30 de mar de 2010

Convite para tarefa importante

E então blogueiras, prontas para a revolução?
Querem saber qual minha idéia?
Quem tem interesse deixe aqui nos comentários seus dados e seu email, que o arquivo será enviado em anexo para avaliação. Aguardo ansiosamente o desempenho da tarefa. Beijos a todas.


1 de mar de 2010

Querer, depois fugir

Fama. Sobre isso que quero falar. Faz tempo que ando observando epistemologicamente esse assunto. Eu, como bailarina e artista mais "antiga", posso estar desenvolvendo aos poucos um certo critério em relação a isso, pois apesar de a dança do ventre não ser nenhuma paixão nacional, já me percebi constrangida por alguns reconhecimentos...no começo fiquei perdidaça, pois chegava em alguns locais (não viajei quase nada ainda) mas vez ou outra alguém me abordava, dizendo que me conhecia da dança, que era minha amiga do orkut, elogios e tal.Cara, que verg! Como reagir a isso? E olha que não é nenhuma sangria desatada, quem dirá alguém mega conhecido! Pois então, como minha reação ao ser surpreendida não foi tão ruim, mas ao mesmo tempo que é gostoso é desconcertante, comecei a observar o comportamento de grandes artistas diante da fama.
Em primeiro lugar, quero esclarecer que o que estou escrevendo não é que eu queira ensinar padre a rezar missa ou enaltecer uma popularidade que não existe (imagina o Cristian Pior falando...). Muito mais do ponto de vista de fã, que então faço minhas análises.
Esses dias surpreendi-me no Habibs Ao meu lado, no caixa, uma grande jornalista gaúcha, com sua filha, fazendo um pedido. Sabe que é a moça não olhar para o lado? E a pateta aqui olhando bem pra cara dela, jurando que ela iria se comprometer em me dar um oi querido. Hahaha. Gente...me senti uma baratinha querendo fugir pra baixo do balcão. Dá um tempo, vai? Pode até ser tímida ou ter medo, mas isso já é falta de educação com teu telespectador, pois as vezes somos obrigadas a assistir sua imagem dourada, bronzeada e assada, ao meio dia, ouvir sua voz como ótima jornalista que és, tenho certeza que ninguém reclama por isso, pelo contrário, temos orgulho de você, sua nojenta. Qual o problema em saber que está sendo reconhecida e saber cumprimentar quem não conhece? Afinal aqui no sul todo mundo te conhece, você pode dar oi pra quem quiser aonde chegares! Só pra terem uma idéia, certa vez eu atravessava a rua no centro de Poa, quando vi dentro de um lindo carro vermelho a Marley do programa Palavra de mulher, um sorrisão nas orelhas, linda e abanando pra mim, de dentro do carro! Achei o máximo!

Acho que as pessoas que dão sua cara a tapa para se tornarem públicas em grande proporção ou até em pequeno meio ( como o da dança, e que cresce a cada dia), tem que se preparar para saber enfrentar isso e curtir o lance! A maioria das pessoas gostaria de ter uma fama legal, no mínimo, de alguém eficiente, inteligente, bonita; quem não quer deixar uma marca da sua passagem como alguém que teve uma importância bacana, um ensinamento, um estilo, uma arte...ah, caramba!
  
Quer ver quem eu mais admiro? Ivete Sangalo, no geral. Na dança? Lulu. Essas duas mulheres são fantásticas. Lulu é acessível, divertida, ótima professora, carismática e atenciosa. Ela fala contigo, parece que já te conhece há anos e como se não bastasse, consegue te deixar tão à vontade que dá a sensação de estar falando com a melhor amiga.Incrível, um grande exemplo a ser seguido. Em contrapartida, tem umas fofas que te olham com uma formalidade, uma superioridade absurdas. A Ivete é o máximo. Posso não gostar muito de axé, mas convenhamos, a mulher é original e supersimpática, engraçada, ligeira. Alguém me contou certa vez que ela chegou num lugar aí, e do aeroporto teria que se deslocar para o local do show, mas iria passar no centro da cidade, então ofereceram um transporte com vidros fechados, pelicula, aquela frescurity.
Amei foi a resposta que disseram que ela deu, que não iria passar no centro da cidade, encerrada num carro quase blindado, pois de que adiantaria ser Ivete Sangalo, querida e amada no Brasil todo, se ela não pudesse mostrar pra quem quisesse ver, que ela estaria ali, ela queria ser vista sim senhor e dar oi pra toda galera.
Isso eu chamo de inteligência emocional e respeito ao próximo, pois não interessa o que você é ou faz, se a pessoa é uma figura pública, no mínimo ela se tornou assim pela admiração da grande maioria, e deve ao povo não só a oportunidade de mostrar sua arte como também é totalmente sustentada por ele! Quem paga pela cerveja que a patrocina? quem paga os ingressos pra ver o show? Nada mais justo!
Artistas, ponham a mão no resto de consciência que ainda há em vossas cabeças e sigam o exemplo. Entendo perfeitamente as questões perigosas da fama, a auto-preservação, não é facil mesmo. Agora, esse papo de não querer ser incomodado, não querer aparecer ou ter que tomar droga por causa da fama é coisa de mané. Pode até pedir camarim reservado, comidinha diferente, transporte adequado, seguranças e tal, isso é gostoso e faz parte, mas não façam transparecer vossa indiferença conosco. 
E para as bailarinas que talvez sonhem que a dança do ventre lhe renda um tostão de fama, o pedido é o mesmo. O respeito e o amor pelo seu reconhecimento público e pelas pessoas é a melhor forma de gratidão pela sua arte, mesmo que pequenininha perto de uma orgulhosa e irreverente Ivete!

27 de fev de 2010

A dualidade dos valores morais

Este é um blog que não foi configurado apenas para exaltar o lado profissional. Aqui mostro minhas dúvidas e  fraquezas também, condição de quem se considera humano acima de tudo. Pois nem tudo são flores, mesmo que isso não afete de forma geral o conceito acerca do que me julgo competente. 
Tive uma lição interessantíssima esta semana, acredito que não foi a primeira vez que me encontro com tal situação. Acredito que não é por acaso. O fato é que precisei muito de assistência e não a tive, simplesmente por que a pessoa que poderia me ajudar no momento em que eu precisava julgou que não deveria fazer nada que não fosse do ambito profissional dela, mesmo que aquilo estivesse ao seu alcance de alguma forma. Não disponibilizou qualquer comprometimento sem o menor constrangimento.
Como sou um ser pensante às vezes, antes de tirar qualquer conclusão eu analiso de dentro, de fora, em diversos pontos de vista e ao redor. As perguntas que costumo fazer:

  •  Por que isso aconteceu? 
  • Quem é o grande responsável pelo problema?
  •  Existe um meio viável de encontrar uma solução rápida?
  •  Houve uma retaguarda que oferecesse um preparo para tal situação? 
  • As pessoas conscientes do problema podem ser envolvidas ou responsabilizadas por não contribuir para a a solução? 
  • A pessoa que se nega a ajudar, estará de fato, sendo má? 
  • Por que essa atitude é correta às vezes nos achamos no direito de julgá-la?

Vamos às respostas. 

  1. Seja qual for a situação envolvida, se você tem vinculo de responsabilidade com ela, você pode ter culpa ou ser vítima do problema. As outras pessoas que podem te ajudar, não tendo vínculo, não tem obrigação nenhuma de fazer isso, tudo depende da sua consciência ética e moral. Portanto, se a solução não for encontrada, logo, não se pode atribuir culpa a qualquer negação.O pior de tudo é que:
  2. Ela está eticamente correta, mas está sendo totalmente má. E outra: apesar de má com pessoa necessitada, está sendo estupidamente generosa consigo mesma e ultra profissional. Esta atitude é correta por que ensina as pessoas que cada um tem que ter comprometimento com aquilo que é problema exclusivamente seu. 
  3. Nos achamos no direito de julgá-la por que somos passionais e não sabemos separar o lado pessoal do comprometimento profissional (Valores humanos x Ética).     
Mas tem uma coisa que ainda cutuca: tem que ser assim mesmo?
Bom, coloquei de forma sintética uma questão que às vezes eu  levo um bom tempo pra metabolizar. Mesmo sem expor claramente a situação, vocês devem ter sacado que se trata de um caso em que se faz necessário o envolvimento de outrens num problema que seria rapidamente solucionado caso tal pessoa não se negasse em ajudar a solucionar. O problema de qualquer forma se resolveu, ainda bem, mas no fundo do coração ainda clama com vontade uma voz em relação ao ser em questão: filha da  madrasta!
Na minha opinião, as "pessoalidades" tem que ter limite, sim, até mesmo para evitar que as pessoas comecem a abusar de você. Mas eu acho que nunca vou ter tanta coragem e desapego! Não vou dizer que nunca fechei os olhos pra nada, mas ...com tanto prazer e descaramento? Acho que foi isso que me chocou. Estou acostumada com gentileza e condescendência. Agora vi. Me senti como aquele mendigo que fica pedindo esmola torcendo para que alguém olhe para ele e só passam milhares de pessoas que fazem de conta que ele  não existe e a situação não pode ser resolvida por ninguém mais do que o órgão social responsável. 
Pois é, nós fazemos isso, sabia? Ainda assim é justificável esta indiferença? Acredito que sim, pois realmente não temos o que fazer. É preciso muito mais do que temos ou somos para ajudar de verdade, temos consciência do problema e gostaríamos de mudar esta realidade. Mas estender esta atitude indiferente até as pessoas com as quais convivemos diariamente é compreensível?... Temos que dizer não a tudo que pode nos "comprometer"? Nossa consciência coletiva de "compaixão ao problema alheio" é errada? Estou um pouco confusa, me ajudem a estruturar esta linha de pensamento: até que ponto os valores éticos são primordiais em relação aos valores humanos? 
 Eu acho que existem sentimentos e atitudes pessoais muito ruins que são descaradamente acobertadas, dissimuladas, divulgadas e aceitas sob a fachada "Ética profissional". Pois este termo muitas vezes não só protege e poupa a pessoa que se esconde sob essa vergonha mascarada, como determina que é a atitude correta e necessária para sobreviver no mercado de trabalho. 



11 de fev de 2010

Eu vou tentar explicar o estalinho!

Então, garotas, é o seguinte: um dia nós vimos alguém estalar os dedos e quisemos fazer igual. Provavelmente éramos crianças e tínhamos paciência de Jó para tentar o dia todo até conseguir, sem falar que o nosso estalo ocidental é infinitamente mais fácil.
Este que mostra no vídeo, além de mais difícil, demora mais tempo pra dar o barulhinho de primeira, pois tem que acostumar com a posição e doutrinar os dedos até ficar automático como o nosso habitual estalo.
Como não tenho figuras adequadas, vou passar primeiramente por escrito a forma que deu certo pra mim, mas logo vou tirar umas fotinhos passo a passo pra facilitar a vida da bailarina, tudo de bom, heim? 
Vamos lá.

1.Juntar as palmas. Deixar a palma da mão direita escorregar mais pra baixo, de modo que a almofadinha superior desta mão se encaixe no centro da palma da esquerda.

2. Cruzar os polegares, com o direito em baixo e o esquerdo abraçando a falange do indicador direito (lembra? falange, falangeta e falanginha?)

3.Firmar os dedos uns sobre os outros, com excessão do indicador que fará o barulho.Os dedos da mão direita ainda estarão um pouco mais embaixo dos da mão esquerda. Percebi que tem gente que cruza um pouco, mas achei mais difícil. Por enquanto, só aperta eles esticadinhos.

4. O barulhinho vai acontecer quando você posiciona a falanginha do indicador direito sob a falange do indicador esquerdo. A articulação do indicador direito escorrega sobre a almofadinha do esquerdo, logo abaixo da falange maior. Pressionando com um pouco de força e rapidez o esquerdo para frente e o direito para o lado, o direito vai bater no dedo médio e o barulho acontece. Um detalhe importante: os dedos indicador e médio das duas mãos tem que ficar alongados, durinhos. O polegar da mão esquerda vai ajudar a empurrar o indicador direito contra os médios, tornando o barulhinho mais sequinho.

5. Pode doer um pouquinho por causa da tensão inicial, mas estou notando que depois dá pra relaxar mais. 

6. Aguardem as fotos! Espero que todas consigam!!!! Beijos

9 de fev de 2010

Eu consegui!!!!!!

Fazer a estaladinha dos dedos das egípcias! EEEEEE!!!!

Não estamos sós


Este texto a seguir foi retirado de um blog que estou seguindo, Impulsões Criativas.Trata-se de um desabafo que muito me sensibilizou e por me identificar tanto com essa questão, reproduzo aqui. Não fala sobre a dança do ventre, mas dá pra sentir que o problema em questão é bem mais amplo e não se limita ao nosso mundinho!

UM PENSAMENTO QUE SE REVERBERA!


Sobre Conexões 

"Foi com muito prazer que participei da curadoria seletiva da 6ª Bienal SESC de Dança, pois vivendo e trabalhando há vinte anos fora do meu país, tive a chance, durante esses três dias intensos de seleção, de poder ver, analisar e entender bem de perto a atual produção da dança nacional.
Constatei, porém, com certo pesar, que o número de produções tende a ultrapassar o número de criações. Encontrei muitas propostas vazias de conteúdo. Percebi as buscas, as tentativas, sobretudo as pesquisas e poucos achados. E perguntei-me: o que será que fundamenta a expressão da dança hoje em dia?
Descobri que esta não é só uma questão pessoal e sim de muita gente. Sobretudo do Sesc que, nesta iniciativa de apresentar uma Bienal sobre Conexões, busca encontrar respostas instigando seus participantes a investigar e explorar a arte da dança em relação ao espaço físico e ao espaço das relações humanas.
Mas será que podemos chamar de arte as buscas, pesquisas e tratados que fazem parte de todo processo de criação? Há tempos atrás uma grande atriz me disse: “ache, depois procure!” É nisso que acredito: primeiro criar e depois cuidar, lapidar, aperfeiçoar, analisar! Acredito também no famoso lema: menos é mais! Lema esse, a meu ver, necessário em todos os setores da vida contemporânea! Hoje tudo é muito: muito barulho, muita dívida, muito cansaço, muito stress, muita informação. Hoje temos muito pouco do silêncio, do pé de meia, da tranquilidade, da qualidade, da profundidade.
Na verdade desejei que esta Bienal se apresentasse cheia de espaços em branco. Espaços estes que teriam a função de estarem disponíveis para uma conexão com o vazio e com o pouco. Esses vácuos estariam assim, quem sabe, despertando curiosidade no público e nos artistas e, consequentemente, provocando uma maior reflexão sobre o tempo que vivemos e sobre a dança que fazemos. Sei que corro o risco de ser julgada pretensiosa, antidemocrática e elitista pensando assim, mas não seria mais instigante?
Chego a pensar que um dos fatores regentes desta grande proliferação de projetos seja a política de fomentos. Na década de 80 a possibilidade de se conseguir um patrocínio para um trabalho era um sonho ridiculamente quixotesco. Hoje este sonho se torna realidade: a dança está sendo agraciada por um número grande de subvenções e incentivos. No entanto, são poucos os trabalhos que realmente provocam “aquele não sei o quê” que mexe com a gente, que nos alerta sobre algo, que nos inspira a fazer algo, que faz com que a gente não tenha vontade de ir embora do teatro após o espetáculo!
Que me perdoem os artistas participantes e a própria direção do Sesc por esta minha crua e antidiplomática franqueza! Ela provém do grande respeito e amor que sinto pelo exercício desta profissão tão árdua e tão querida. Por isso, mesmo estando um tanto desiludida, junto-me à proposta do Sesc de apresentar para o nosso público um panorama bem abrangente da dança que se faz hoje no país. Talvez após a vivência destas conexões, descobrir-se-á o que realmente nos conecta com esse “algo mais” que todos nós buscamos. Sou solidária também aos meus colegas desta curadoria, na certeza de que nossos escolhidos buscarão, com toda a verdade a que se propõem, conectar suas pesquisas aos espaços escolhidos na sede do Sesc Santos e nos cantos pitorescos desta importante cidade da cultura paulistana."




Sônia Mota – setembro de 2009

Sônia Mota nasceu em 1948, São Paulo/ Brasil. Nas décadas de 70 e 80, exerceu um papel decisivo na dança contemporânea brasileira como bailarina, professora e coreógrafa. Mudou-se em 1989 para Colônia na Alemanha e até 2004, trabalhou exclusivamente como professora de dança para diversas escolas e companias profissionais da Europa. Em 2005 Sônia retornou ao palco com o solo VI-VIDAS , 1a parte da sua trilogia sobre o feminino na sociedade contemporânea. O duo QuaaDriDuuo, 2a parte da trilogia, entra em cartaz em 2007. Nesta produção Sonia questiona a relação do casal na esfera privada social. Em 2009, Sônia completará sua trilogia com TRISTEZA & JOSEFINE uma poesia dançante sobre as relações entre mães e filhas. Vi-vidas foi nomeado em 2005, como um dos cinco melhores espetáculos de dança da cidade de Colônia.

Fonte: http://www.mostrasescdeartes.com.br/bienaldanca2009/?p=340

Programa semestral de aulas

3 de fev de 2010

Gente, olha a mensagem que recebi

Veio bem a calhar, relacionando com a post anterior! Será coincidência ou acaso?
Orientações existenciais
de Mahatma
"Ninguém gosta de ser ludibriado,
especialmente por pessoas mais próximas que
sempre mereceram confiança.
Pois muita gente acha que a sinceridade não é
uma qualidade apreciável em nossos dias e que só é possível
promover duradouras relações sociais com hipocrisia.
Alguns acreditam que a transparência fere muitas conveniências
numa sociedade que se mostra viciada em
interações baseadas em mentira e falsidade. Ser verdadeiro,
fiel aos próprios sentimentos, pensamentos e opiniões
seria uma forma de agressão, geradora de antipatia, rejeição e isolamento.
É possível, no entanto, ser autêntico, sem ser inconveniente.
É possível ser verdadeiro sem ser mal educado, nem agressivo.
A sinceridade pode ser um recurso comportamental
maravilhoso quando flui com amorosidade e respeito.
Pode fomentar grandes amizades, intensas relações conjugais,
produtivas carreiras profissionais, transformadora espiritualização,
além de agradabilíssima satisfação existencial.
Eduque-se carinhosamente
para a verdade e ela transformará a sua vida."